Segurança Pública uma dicotomia entre o bem e o mal
- Genival Dantas
- 5 de dez. de 2024
- 2 min de leitura



Velhos vícios, trapos remendados 05/12//2024
Toda vez que o tema da Segurança Pública vem à tona lembro-me da figura exponencial do ex deputado estadual, coronel Erasmo Dias, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, nos governos de Laudo Natel e Paulo Egydio Martins, cujo presidente era o Ernesto Geisel, ele, o Erasmo Dias, foi um dos homens fortes do meio político, dando respaldo e respeito aos governos que serviu, mesmo tendo afrontado uma parte da sociedade paulista.
Lembro-me perfeitamente, era um jovem idealista, egresso do nordeste brasileiro a procura de um rumo em minha vida, na Capital paulista, o nível de segurança era total, meliantes não tinha vez com a polícia, principalmente da repreensão, com denodo e sem medo de enfrentar os criminosos de plantão, quando no seu período de secretário a maioria dos marginais migraram para o Rio de Janeiro, tamanho era o receio de serem capturado pela famosa Rota.
Hoje, temos uma polícia totalmente fora do eixo, maculada pelas agressões promovidas pelos homens que formam a Instituição da Polícia Militar, não sei se por falta de comando, talvez por ausência de orientação, quem sabe até preparação psicológica para enfrentar o crime, quem ganha cada vez mais força, armamentos pesados e organizações que atuam desde de fora do Estado como de dentro, até mesmo de penitenciárias, pela facilidade e advento da internet.
Quando vejo o atual secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, vindo da própria polícia, e mergulhado até a alma em críticas desfavoráveis ao seu comportamento, com sua vida pregressa sendo acusada de um comportamento violento, tal qual o Erasmo Dias, sendo prestigiado pelo governador, Tarcísio de Freitas, vejo que a força do crime organizado já permeou vários segmentos da sociedade, ultrapassando o limite da razoabilidade.
É chegado o momento de separarmos o joio do trigo para não perdermos a saga em andamento, se faz necessário uma reflexão mais profunda, na tentativa de cecearmos as ações dos marginais, cada vez mais insolentes, não esquecendo da retaguarda da polícia e da própria justiça, esse binômio, que precisa manter sua respeitabilidade e confiança, por parte da sociedade, sem, entretanto, não se prostituir e nem se corromper, aderindo ao mundo do crime.

Genival Dantas
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