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O período militar como eu presenciei de 1964 até1985

Foto do escritor: Genival DantasGenival Dantas












A história contada por quem esteve lá – 31/03/2025

 

 

Não adiante tentarem colocar palavras em minha boca, em 1964 eu tinha onze anos, muito embora sendo uma criança, porém pelas minhas dificuldades para sobreviver e morando em uma região de ligação entre Nordeste e Sudeste brasileiros, muitas coisas eu vi acontecer, pois eu vendia laranjas e café à beira da Rio Bahia (BR 116) Planalto Baiano para poder estudar.

 

Com o surgimento do governo militar e a invasão de Brasília pelos migrantes, principalmente do Nordeste, e a escassez de mão de trabalho após a inauguração do novo Distrito Federal, havia o estímulo, por parte do governo para que a população desocupada retornasse para suas terras de origem, eles recebiam alguns cruzeiros (moeda à época) mais a passagem para seu destino.

 

Vi muita cena triste, em algumas situações, praticamente, tirava do meu lucro para beneficiar casais com crianças famintas, não tinha como selecionar, eram todos nordestinos como eu e com as mesmas carências, fome. Cansei de na hora de prestar conta ficar sem nenhum lucro e para comer tinha que pegar fiado. O tempo foi passando e as coisas se clareando.

 

Depois desses 61 anos, contabilizando desde o início devo deixar claro que a percepção que tenho daquela fase difícil, porém superável, o sentimento que tenho é que não se tratou de um golpe, mas um contragolpe aplicado nos comunistas, disfarçados de socialistas, graças a essa gente militar, junto com a sociedade civil, adiamos por 21 anos a desprezível situação em que fomos submetidos.

 

Não quero saber de datas cronológicas citadas como demarcação do tempo, vou sempre lembrar daquela época, tendo como referência inicial, 31/03/1964. Tenho convicção que aquele que era e se manteve uma pessoa democrata, com verdadeiro espírito de brasilidade nunca teve problemas com os militares, entretanto, os vermelhos, terroristas, assaltantes de Bancos foram duramente cassados.

 

Muitos deles, em confronto com os militares foram duramente castigados, formaram verdadeiras quadrilhas, em confrontos tendo mortes de ambas as partes, muitos deles sobreviveram, foram beneficiados com a anistia, se tornaram até autoridades.

O legado material dos militares foi: Rodovia Transamazônica (BR-230); hidroelétricas de Itaipu, Tucuruí, Balbina, e ilha Solteira; Ponte Rio-Niterói;

 

Usinas Nucleares de Angra; Ferrovia do Aço; projeto de minério de ferro de Carajás. Não fora a presença dos militares o Brasil seria um país no escuro e em a integração que temos, além da interiorização iniciada pelo Juscelino Kubitschek.

 


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista















 
 
 

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