


A Pátria é o nosso segundo lar o primeiro é a família – 17/03/2025
Desde o alvorecer da República proclamada pelo general Deodoro da Fonseca, ele que era amigo do imperador Pedro ll, a quem efetivamente o derrubou, e conceituado herói de guerra, teve seu curto mandato composto de decepções e desilusões, constando uma inflação alta, 150%, crise de confiança, quebra de bancos, dissolveu o Congresso, tendo renunciado 20 dias posterior.
Mesmo com todos os erros cometidos o Brasil não pode esquecê-lo na história, podemos condená-lo pela sua inabilidade política, mantendo-se o glorioso general em chefe de 15 de novembro. Na sequência foi substituído pelo Marechal de ferro, Floriano Peixoto, sequenciado pelo Prudente de Morais, primeiro presidente da República eleito, superando as dificuldades da época incluindo a guerra de Canudos.
Campos Sales soube com dignidade sair da grave crise do seu governo inclusive superando a moratória internacional declarada pelo seu antecessor. Rodrigues Alves manteve o domínio das oligarquias regionais, manteve a recuperação econômica apoiado pelo cultivo do café e o ajuste fiscal, superando a Revolta da Vacina (1904) pelo medo infundado dos imunizantes.
Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca Venceslau Brás e Delfin Moreira, souberam tocar o barco, mesmo com as inovações econômicas, sem sobressaltos, o divisor de águas, politicamente, foi o Epitácio Pessoa que venceu as eleições, derrotando o Rui Barbosa, mesmo ausente do Brasil, estava na Conferência de Paz em Versalhes, sendo substituído por Artur Bernarde, na sequência o Washigton Luís.
A triste história começa em 1930 até 1945, com a ascensão do Ditador Getúlio Vargas, instaurando nesse período o Estado Novo. Com a queda da Era Vargas, é eleito Eurico Gaspar Dutra, ficando no governo até o retorno do Getúlio Vargas, vindo esse a se matar e encerrando sua vida pública, enlutando a história nacional com a marca do ódio e o desprezo pela vida e pela Pátria.
Para encerar essa fase da República, assume o João Café Filho, mandato tampão, eleito posteriormente o Juscelino Kubitschek, assumindo em seguida o Jânio Quadros, tendo renunciado e sucedido pelo seu vice João Goulart, sendo esse último deposto pelo Congresso Nacional, surgindo o período militar, em contragolpe, evitando que o comunismo se apoderasse da Nação brasileira. O resto da história todos nós sabemos, inclusive seus percalços.
Genival Dantas
Poeta, Escritor e Jornalista

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